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História de um Crime

by Victor Hugo

The History of a Crime – Portugues

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“A História de um Crime”, de Victor Hugo, é um relato histórico…

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Onbekend Por Victor Hugo Traduzido por TH JOYCE e ARTHUR LOCKER. CONTEÚDO O PRIMEIRO DIA — A EMBOSCADA. CAPÍTULO I. "SEGURANÇA" CAPÍTULO II. PARIS DORME — O SINO TOCA CAPÍTULO III. O QUE ACONTECEU DURANTE A NOITE CAPÍTULO IV. OUTRAS ATIVIDADES DA NOITE CAPÍTULO V. A ESCURIDÃO DO CRIME CAPÍTULO VI. "CARTAZES" CAPÍTULO VII. Nº 70, RUE BLANCHE CAPÍTULO VIII. "VIOLAÇÃO DA CÂMARA" CAPÍTULO IX. UM FIM PIOR QUE A MORTE CAPÍTULO X. A PORTA NEGRA CAPÍTULO XI. DO TRIBUNAL SUPERIOR DE JUSTIÇA CAPÍTULO XII. A MAIRIE DO DÉCIMO ARREDOR CAPÍTULO XIII. O LADO DE LOUIS BONAPARTE CAPÍTULO XIV. O QUARTEL D'ORSAY CAPÍTULO XV. MASSAS CAPÍTULO XVI. O EPISÓDIO DO BOULEVARD ST. MARTIN CAPÍTULO XVII. A REBOTE DE 24 DE JUNHO DE 1848, EM 2 DE DEZEMBRO DE 1851 CAPÍTULO XVIII. OS REPRESENTANTES CAÇADOS CAPÍTULO XIX. UM PÉ NA TUMBA

CAPÍTULO XX. O ENTERRO DE UM GRANDE ANIVERSÁRIO O SEGUNDO DIA — A LUTA. CAPÍTULO I. ELES VÊM ME PREENDER CAPÍTULO II. DA BASTILHA À RUE DE COTTE CAPÍTULO III. A BARRICADA DE SANTO ANTOINE CAPÍTULO IV. AS SOCIEDADES OPERÁRIAS NOS PEDEM A ORDEM DE LUTAR CAPÍTULO V. O CADÁVER DE BAUDINS CAPÍTULO VI. DOS DECRETOS DOS REPRESENTANTES QUEM PERMANECEU LIVRE CAPÍTULO VII. O ARCEBISPO CAPÍTULO VIII. MONTE VALERIEN CAPÍTULO IX. O RAIO COMEÇA A BRILHAR ENTRE O POVO CAPÍTULO X. O QUE FLEURY FOI FAZER EM MASSAS CAPÍTULO XI. O FIM DO SEGUNDO DIA O TERCEIRO DIA—O MASSACRE. CAPÍTULO I. OS QUE DORMEM E OS QUE NÃO DORMEM DORMIR CAPÍTULO II. DOS FUNCIONAMENTOS DA COMISSÃO CAPÍTULO III. DENTRO DO ELYSEE CAPÍTULO IV. OS ESPÍRITOS FAMILIARES DE BONAPARTE CAPÍTULO V. UM ALIADO VACILANTE CAPÍTULO VI. DENIS DUSSOUBS CAPÍTULO VII. ITENS

E ENTREVISTAS CAPÍTULO VIII. A SITUAÇÃO CAPÍTULO IX. A PORTE SAINT MARTIN CAPÍTULO X. MINHA VISITA À BARRICADA CAPÍTULO XI. A BARRICADA DA RUE MESLAY CAPÍTULO XII. A BARRICADA DA MAIRIE DO QUINTO ARRONDISSEMENT CAPÍTULO VIII. A BARRICADA DA RUA THEVENOT CAPÍTULO XIV. OSSIANO E ESCIPIÃO CAPÍTULO XV. A QUESTÃO SE APRESENTA CAPÍTULO XVI. O MASSACRE CAPÍTULO XVII. DA NOMEAÇÃO FEITA COM O SOCIEDADES DE TRABALHADORES CAPÍTULO XVIII. A VERIFICAÇÃO DAS LEIS MORAIS O QUARTO DIA—A VITÓRIA. CAPÍTULO I. O QUE ACONTECEU DURANTE A NOITE—A RUA TIQUETONNE CAPÍTULO II. O QUE ACONTECEU DURANTE A NOITE—A TRIMESTRE DE MERCADO CAPÍTULO III. O QUE ACONTECEU DURANTE A NOITE.—A PETIT CARREAU CAPÍTULO IV. O QUE FOI FEITO DURANTE A NOITE – A PASSAGEM DO SAUMON CAPÍTULO V. OUTROS ATOS DAS TREVAS CAPÍTULO VI. DO COMITÊ CONSULTIVO CAPÍTULO VII. A OUTRA LISTA CAPÍTULO VIII.

DAVID D'ANGERS CAPÍTULO IX. NOSSO ÚLTIMO ENCONTRO CAPÍTULO X. O DEVER PODE TER DOIS ASPECTOS CAPÍTULO XI. O COMBATE TERMINADO, A PROVAÇÃO COMEÇA CAPÍTULO XII. OS EXILADOS CAPÍTULO XIII. DAS COMISSÕES MILITARES E DAS COMISSÕES MISTAS CAPÍTULO XIV. UM INCIDENTE RELIGIOSO CAPÍTULO XV. COMO ELES SAÍRAM DE HAM CAPÍTULO XVI. UMA RETROSPECTIVA CAPÍTULO XVII. CONDUTA DA ESQUERDA CAPÍTULO XVIII. PÁGINA ESCRITA EM BRUXELAS CAPÍTULO XIX. A BÊNÇÃO INFALÍVEL CONCLUSÃO—A QUEDA. CAPÍTULO I. CAPÍTULO II. CAPÍTULO III. CAPÍTULO IV. CAPÍTULO V. CAPÍTULO VI. CAPÍTULO VII. CAPÍTULO VIII. CAPÍTULO IX. CAPÍTULO X. Onbekend CAPÍTULO I. "SEGURANÇA" Em 1º de dezembro de 1851, Charras 1 deu de ombros e descarregou suas pistolas. Na verdade, a crença na possibilidade de um golpe de Estado tornara-se humilhante. A suposição de tamanha violência ilegal por parte de M. Louis Bonaparte desapareceu após séria consideração. A grande

questão do dia era manifestamente a eleição de Devincq; era evidente que o Governo só pensava nisso. Quanto a uma conspiração contra a República e contra o Povo, como alguém poderia premeditar tal conspiração? Onde estava o homem capaz de alimentar tal sonho? Para uma tragédia é preciso haver um ator, e aqui certamente faltava o ator. Ultrajar a direita, suprimir a Assembleia, abolir a Constituição, estrangular a República, derrubar a Nação, manchar a Bandeira, desonrar o Exército, subornar o Clero e a Magistratura, suceder, triunfar, governar, administrar, exilar, banir, transportar, arruinar, assassinar, reinar, com tais cumplicidades que a lei, por fim, se assemelha a um leito imundo de corrupção. O quê! Todas essas atrocidades seriam cometidas! E por quem? Por um Colosso? Não, por um anão. As pessoas riam da ideia. Não diziam mais "Que crime!", mas "Que farsa!".

Pois, afinal, refletiam; crimes hediondos exigem estatura. Certos crimes são elevados demais para certas mãos. Um homem que alcançaria um 18 de Brumário precisa ter Arcola em seu passado e Austerlitz em seu futuro. A arte de se tornar um grande canalha não é concedida ao primeiro que chega. As pessoas diziam a si mesmas: Quem é esse filho de Hortense? Ele tem Estrasburgo atrás de si em vez de Arcola, e Boulogne no lugar de Austerlitz. Ele é francês, nascido holandês e naturalizado suíço; é um Bonaparte cruzado com um Verhuell; ele só é celebrado pelo ridículo de sua atitude imperial, e quem arrancasse uma pena de sua águia arriscaria encontrar uma pena de ganso em sua mão. Esse Bonaparte não troca moeda na formação de tropas, ele é uma imagem falsa menos de ouro do que de chumbo,

e certamente os soldados franceses não nos darão o troco por esse falso Napoleão em rebelião, em atrocidades, em massacres, em ultrajes, em traição. Se ele tentasse a trapaça, ela fracassaria. Nenhum regimento se moveria. Além disso, por que ele faria tal tentativa? Sem dúvida, ele tem seu lado desconfiado, mas por que supô-lo um vilão absoluto? Tais ultrajes extremos

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Descrição do livro

Sobre este livro

"A História de um Crime", de Victor Hugo, é um relato histórico escrito em meados do século XIX. O livro detalha os eventos que cercaram o golpe de Estado de 2 de dezembro de 1851, quando Luís Bonaparte manipulou a situação para dissolver a Assembleia Nacional e suprimir a oposição política.

A narrativa concentra-se intensamente nas perspectivas de vários representantes, destacando temas como a traição, a luta pela democracia e os dilemas morais enfrentados por aqueles que se opuseram à tirania. No início da obra, Hugo oferece um relato envolvente da atmosfera que antecedeu o golpe, enfatizando a descrença e o choque final experimentados pelos representantes da república que foram presos em suas casas.

Por meio de uma série de diálogos e reflexões de personagens-chave, incluindo um representante proeminente, a crise em curso é vividamente retratada, enquanto eles lidam com as implicações das ações de seu líder. A tensão aumenta com as prisões matinais, deixando os representantes restantes se reunirem e considerarem sua resposta para defender a república.

Hugo magistralmente estabelece as bases para uma história que reflete tanto a agitação política da época quanto a luta maior entre responsabilidade cívica e segurança pessoal.

Por que ler este livro?

Hugo combina testemunho, memória política e denúncia para reconstruir o golpe de 2 de dezembro de 1851 a partir de quem o viveu. A organização por dias — emboscada, luta, massacre e vitória — dá urgência ao relato e aproxima decisões institucionais das experiências nas ruas de Paris. É uma leitura relevante para interessados em história francesa, autoritarismo, resistência republicana e na relação entre literatura e intervenção política.

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